O Ciência na rua começa hoje uma nova seção semanal, “O que é isso?, sempre dentro de seu espírito de contribuir para a divulgação científica e o jornalismo científico com graça, leveza e, quando possível, com humor. Sempre pensando mais, lembremos, na turma de 14 a 25 anos, esses mais de 30 milhões de brasileiros que, dentro de duas décadas, estarão dando as cartas na construção deste nosso país, tarefa quase desesperadora de tão desafiadora, à luz dos insanos dias que correm.

As peças dessa nova seção, vídeos bem curtos, completamente amadores — a ponto de preocupar o especialista em produção audiovisual do Ciência na rua – são também uma forma de experimentação e trazem a palavra de respeitados pesquisadores sobre o campo de conhecimento a que se dedicam e, mais que isso, para cujo avanço contribuem.

De preferência, esses pesquisadores são vinculados à universidade pública, o lugar por excelência da produção científica brasileira, uma instituição que tem avançado em seu compromisso com a democracia e a inclusão social, apesar de constantemente ameaçada. Ciência na rua, registre-se, defende sem meias palavras a universidade pública, gratuita, democrática, inclusiva e criadora de excelência no ensino, na pesquisa e na extensão, seu tripé de sustentação.

Os pesquisadores respondem a quatro questões essenciais, que podem sofrer ligeiras variações a depender do objeto em foco: o que é esse campo, para que serve, o que tem a ver com a ciência e a vida cotidiana e que leituras recomendam a quem quer se aproximar desse campo. Escolhemos sempre dois deles, para que a palavra nunca tenha caráter absoluto, para que os vídeos tragam à cena matizes diversos, distintos olhares, ainda que raramente posições antagônicas.

Começamos pelo começo: por filosofia, claro! João Carlos Salles, professor titular e reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), reconhecido estudioso de Wittgenstein, e Tessa Moura Lacerda, professora da Universidade de São Paulo (USP), reconhecida estudiosa de Leibniz, são as primeiras personagens de “O que é isso?” Agradecemos especialmente a eles por se entregarem gentilmente ao experimento, sem nenhuma preocupação com erro ou fracasso, mesmo porque sabem que ambos são fundamental matéria prima do conhecimento.

Agradecemos também a Nara Lacerda Ferreira, que gravou o vídeo de Tessa, com paciência pouco usual em sua idade para refazer as perguntas, a Elisa Marconi, editora do Ciência na rua, e a Tiago Marconi, nosso profissional de produção visual, que, mesmo reclamando da pobreza e precariedade técnica e estética do produto que tinha em mãos, topou editá-lo, fazer a vinheta etc.

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