Esqueleto de ave elefante

Arqueólogos da Sociedade Zoológica de Londres encontraram evidências de atividade humana – não necessariamente perene – na ilha da costa africana de mais de 10 mil anos, segundo reportagem publicada na revista NewScientist. A questão é controversa e contestada entre arqueólogos, que não têm muitas evidências com as quais trabalhar. Até então, aceitava-se que os primeiros sinais de presença humana na ilha eram de 4 mil anos atrás.

Há pouco menos de uma década foram encontrados ossos de ave elefante na região, datados de mais de 10 mil anos. Agora, James Hansford e seus colegas notaram nesses ossos marcas de corte que parecem ter sido feitas com lâminas de pedra. Ele comparou essas marcas com outras previamente identificadas de ferramentas humanas e com cortes de carne modernos e concluiu que foram feitas por seres humanos. Ele defende que nenhum processo natural de erosão poderia ter deixado essas marcas.

Além das aves elefante, Madagascar tinha outras espécies notáveis, como o lêmure gigante e o hipopótamo anão, todas foram extintas nos últimos mil anos, justamente no período em que a presença humana se intensificou, o que sugere que nossa espécie teve alguma participação nesses processos.