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Lua cheia no perigeu – e nada de azul!

Por Thaciana de Sousa Santos

O grau de inclinação do eixo de rotação da Terra e a distância maior ou menor de seu satélite face a distintos pontos do planeta também influem em nossa percepção de tamanho e brilho da Lua, diz colunista 

 

A nossa conversa de hoje será sobre aquela superlua azul que aconteceu no finalzinho de agosto. Primeiro, vamos discutir o que seria uma superlua, não focando em seu nome complementar.

Superlua nada mais é do que uma Lua cheia, mas não qualquer uma, né? Recebe esse nome porque conseguimos vê-la maior e mais brilhante do que de costume.

Mas você sabe por que isso acontece? Acredito eu que já tenha explicado que a Terra tem um grau de inclinação em seu eixo de rotação, logo, podemos imaginar que a Lua fica mais próxima de um lado do que do outro, certo?

Esses pontos em que a Lua está mais próxima ou mais distante têm nomes: perigeu e apogeu, respectivamente. Para ser uma Superlua, é necessário que o satélite esteja no perigeu e em sua fase cheia.

Então, é fácil concluir que, por causa da maior proximidade, ela aparece maior e mais brilhante no céu do que de costume.

Agora que tiramos as dúvidas sobre o fenômeno, por que o termo azul?

A Lua não fica azul de verdade, o nome complementar é apenas para se referir a uma segunda Lua cheia no mesmo mês.

Esses são, portanto, os fenômenos que designam o nome da Lua nessa ocasião: ao mesmo tempo em que está no perigeu, é também a segunda Lua cheia do mês.

Mas aí você me pergunta: eu vi ela azul, por quê? É uma ocasião rara, não impossível, pode ser que aconteça. Mas se você viu ela meio azulada, a explicação é bem simples: efeito de pequenas partículas no ar, mais comumente, de fumaça ou poeira.

Então, ela não estava azul de verdade, viu? Se você viu, espero que tenha aproveitado, porque isso só se repetirá daqui 14 anos!! Bastante tempo, eu sei, mas passa rapidinho.

E se você não conseguiu ver, aposto que notou  que, depois de alguns dias, ela ainda estava linda, muito grande e brilhosa, ainda que não no seu máximo.

Mas não se preocupe, terá o eclipse solar no dia 14 de outubro. Você ainda poderá apreciar um evento astronômico neste ano!


Thaciana de Sousa Santos, a Tatá, é estudante de graduação do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e escreve semanalmente para o Ciência na Rua

 

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