jornalismo, ciência, juventude e humor
Convite a um passeio no campus para descobrir a USP

Por Thaciana de Sousa Santos

Colunista informa que está pondo de lado o cansaço e saindo da zona de conforto para descobrir a cidade universitária

Hoje eu vou levar vocês para um passeio. Claro que ninguém vai se mover, tem nem como. Mas, na imaginação, tudo é possível.

Acredito que nem todos conhecem a USP, ou melhor, a cidade universitária, na zona oeste. Bom, nem eu. Estou há um ano na faculdade e ainda não fui desbravar os muitos espaços que o campus tem. E realmente são muitos, realmente é uma cidade, maior até que a cidadezinha em que a minha avó, Ildinha, mora.

É muito grande e eu só fico no meu instituto, não conheço os tanto outros lugares. Eu sei que é estranho porque estou lá todos os dias, mas é verdade, não me sobra tempo suficiente para ir pelos lugares afora.

Com a rotina corrida, de ajudar em casa, estudar, arrumar o meu irmão para a escola e o tempo do trajeto, não me sobram forças para ir a lugar algum. Chego e já vou para uma salinha estudar, depois janto e, direto para a aula.

Nem em uma festinha eu fui ainda, dessas que vão até o sol raiar. Não tenho nem mais energia, só quero ficar em casa e dormir. E tudo bem, eu levei o ano assim. Levei naquelas, né? Aos trancos e barrancos, mas agora, resolvi fazer diferente.

Vou sair sim, conhecer todos os lugares possíveis. E vou começar com o Instituto de Astronomia: comecei a ter aulas lá e já percebi muitas coisas diferentes. As minhas aulas começaram em um auditório e fiquei chocada ao entrar (e a Carina representou isso muito bem na ilustração). A sala tem uma iluminação natural impecável, com mesas e cadeiras boas –  nem sei o nome daquelas cadeiras, mas são aquelas com rodinhas nos pés e  revestidas em couro.

Por mim, teria todas as aulas ali. Conversei com a Carina e o Giovanni e percebemos a diferença, o IAG tem aquele ar acolhedor, sabe? Paredes em cores neutras, luzes amarelas e tem muita luz natural.

Mas claro que nada nesse mundo é perfeito: tive aula em outra sala e aí me deu vontade de chorar. Lá é oito ou 80, não tem meio termo. Acho que pelo fato de o IAG ofertar cursos pequenos, com poucos ingressantes, não sentiram necessidade de fazer salas muito grandes. Mas com o passar do tempo, viram que a galera da física começou a fazer as matérias lá, aí colocaram mais mesas nas salas, e foram colocando até não dar mais.

Fui na biblioteca também e tem uma salinha, fechada, dentro de um cubo de vidro (acho que é meio que isso) com coisas históricas. Mesas, cadeiras e livros antigos. Eu ainda não descobri o que é exatamente, quem se sentava lá, mas vou descobrir. Tem também umas máquinas com um teclado, um mouse tipo aquela esfera de roll on e do tamanho de máquinas de fliperama [computadores protegidos por uma estrutura de aço meio fora de moda].

Tem uma lanchonete também, bem pequena e organizada, com aquele mesmo ar aconchegante de todo o instituto. Descobri que na sala de convivência tem vídeo game, fiquei chocada, e achei muito chique, porque na física é só uma salinha escura onde se pode tirar um cochilo.

Bom, por enquanto, foi só isso. Ainda tenho muitos lugares para ir, sair um pouco da minha zona de conforto, até porque estou na USP e preciso aproveitar o máximo possível.


Thaciana de Sousa Santos, a Tatá, é estudante de graduação do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e escreve semanalmente para o Ciência na Rua

Compartilhe:

Colunistas

Luiza Moura

Luiza Moura

Thaciana de Sousa Santos

Thaciana de Sousa Santos

Vinicius Almeida

Vinicius Almeida

Acompanhe nas redes

ASSINE NOSSO BOLETIM

publicidade