Ufersa firma acordo para conservação de abelhas sem ferrão no semiárido

Nossa Ciência | 16 de maio de 2016

Projeto Espaço ASA – Abelhas Semiáridas será beneficiado com R$ 150 mil. A espécie jandaíra (foto) faz parte do projeto e é importante polinizadora de inúmeras plantas nativas da CaatingaAbelha_Melipona_subnitida_em_flor_de_Ipomoea_bahiensis_Foto_Michael_Hrncir

(RN) – A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) formalizou um Termo de Cooperação Técnica com a SYNGENTA, organização mundial com foco na agricultura sustentável e no uso racional da terra. Pelo termo, a Ufersa receberá da empresa um montante de R$ 150 mil, por meio do Programa Operation Pollinator, para executar o projeto “O Espaço ASA – Abelhas Semiáridas: Onde podemos voar junto às abelhas”.

Idealizado pela professora Vera Imperatriz Fonseca e coordenado pelos pesquisadores Camila Maia da Silva e Michael Hrncir, o projeto Espaço ASA tem o objetivo de montar um meliponário destinado à criação e conservação de abelhas sem ferrão presentes no semiárido brasileiro. Os recursos serão geridos pela Fundação Guimarães Duque e o projeto deve ser instalado no Campus Oeste, nas imediações do bloco de Ecologia. Além do espaço para a instalação de colmeias, será construído um amplo jardim com diversas plantas atrativas para as abelhas.

Segundo os coordenadores, desde 2014 que esse termo vem sendo planejado, mas só agora ele foi aprovado. “Nossas pesquisas contribuirão para o desenvolvimento de protocolos adequados para o manejo e o uso sustentável de polinizadores em áreas de Caatinga, mas, além disso, o Espaço ASA será uma ferramenta fundamental para aulas e cursos de educação ambiental, conservação e biodiversidade”, afirmou a pesquisadora Camila.

O pesquisador e professor do curso de Ecologia, Michael Hrncir, também comemorou a assinatura do termo e falou da importância desse termo para a Ufersa e principalmente para as abelhas. “A abelha jandaíra (Melipona subnitida), é a principal espécie a ser mantida e estudada no Espaço ASA. Ela é uma abelha de grande importância ecológica atuando como polinizadora de inúmeras plantas nativas da Caatinga. Além disso, possui um alto potencial econômico, pois poliniza plantas agrícolas e produz mel com excelente qualidade. Através de cursos de extensão, nós buscaremos resgatar o interesse da população local pela conservação desse símbolo do Sertão”, esclareceu o professor Hrncir.

O acordo foi assinado pelo reitor, o professor José de Arimatea de Matos, pelo presidente da Fundação Guimarães Duque, o professor André Pedro Fernandes e também por um representante da SYNGENTA no Brasil, Rafael Ferreira. “Estamos felizes e satisfeitos com a chegada desse projeto por entender a importância das abelhas dentro do ecossistema”, destacou o reitor.

O representante da SYNGENTA, Rafael Ferreira, cumprimentou os professores e o reitor José de Arimatea de Matos pela parceria. “Esse projeto faz parte do pilar da Biodiversidade da SYNGENTA já executado na Europa e em outros países. Aqui em Mossoró, elegemos o bioma Caatinga para criar esse grande modelo de conservação da fauna polinizadora”, comentou.

Por: Edna Ferreira com informações da Ascom da Ufersa
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