Léo Ramos/ Pesquisa Fapesp

Mariluce reflete, agora, sobre a divulgação de ciência via novas mídias

O Dossiê de Divulgação Científica (ed.197) da revista eletrônica de jornalismo científico ComCiência, respeitada publicação eletrônica mensal editada pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, Labjor, da Unicamp,  traz uma entrevista de fôlego com a jornalista Mariluce Moura, fundadora do Ciência na rua e professora titular da Universidade Federal da Bahia.

Em dado momento, a repórter da revista Carolina Medeiros pergunta assim: “Podemos dizer que o jornalismo científico é um braço da divulgação científica?

A resposta: “Difícil dizer ‘um braço’. É jornalismo, uma atividade, antes de qualquer coisa, de ser qualitativo, científico. O substantivo é jornalismo. Isso pressupõe todo um arcabouço, toda uma construção com fundamentação teórica, regras práticas, manual de redação, todo um campo; que vem mais sistematizado desde o século XIX.

Jornalismo científico é jornalismo. E, ao mesmo tempo, é uma parte da divulgação científica, mas eu não diria um braço.

Por exemplo: quando um físico escreve um livro de divulgação científica, o compromisso fundamental dele é como tornar mais claros alguns grandes achados produzidos no âmbito da ciência. Quando um jornalista conta sobre uma descoberta está, antes de qualquer coisa, submetido a uma estrutura formal de linguagem própria do jornalismo. Ele não é alguém fazendo divulgação cientifica. É, antes de tudo, um profissional do jornalismo.

Eu diria que a divulgação científica engloba o jornalismo científico, e que este tem suas características próprias e personalidade bem forte. O jornalista pode ter momentos que fará divulgação científica puramente, mas quando está dentro da Folha de S. Paulo, d’O Globo, do New York Times, Le Monde, BBC, eles estão fazendo jornalismo científico, comparado ao econômico, não divulgação científica.”

Você pode ler a entrevista completa no site da ComCiência.