Lado B -19h30 às 21h
Av. Albino J. B. de Oliveira, 1240 – Barão Geraldo,
Campinas-SP

Descobrindo medicamentos no Brasil – Eliezer J. Barreiro (Doutor pela Universidade de Grenoble, FR (1978). Professor Titular da UFRJ, desde 1986. Ativo na Química Medicinal com várias publicações (316) e livros (2) na área. Orientador/co-orientador de ca. 100 mestrandos e doutorandos nesta área. Criador e Coordenador Científico do LASSBio/ICB-UFRJ, idealizador e realizador da Escola de Verão em Química Farmacêutica e Medicinal (EVQFM) desde 1994 (24 edições).) Apresentaremos a importância dos fármacos como princípios farmacologicamente ativos dos medicamentos, instrumentos essenciais à promoção da Saúde das populações. De forma sumária, as etapas necessárias à sua descoberta, produção e utilização, com segurança e eficácia. Contamos apresentar, ainda que brevemente, o INCT-INOFAR como rede nacional dedicada à descoberta de fármacos “que falem português”.

Novos medicamentos: mitos e verdades – Lidia Moreira Lima (Farmacêutica formada pela UFRJ. Mestre e Doutora em Ciências pelo Instituto de Química da UFRJ. Pós-Doutorado em Química Medicinal pela Universidad de Navarra (Pamplona, Espanha). É Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2002, locada no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), é bolsista de Produtividade do CNPq e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ. Dentre as atividades administrativas atuais, é Diretora Adjunta de Graduação (ICB-UFRJ) e Vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em )
A descoberta e desenvolvimento de novos fármacos é uma missão de extrema importância para a soberania nacional no setor de Saúde Pública. Envolve uma série de etapas sincronizadas e com níveis de complexidade diferenciados, que se utiliza de conhecimentos básicos das áreas biológica, química e da saúde, caracterizando-se como um mosaico tipicamente inter- e multidisciplinar. Apresentaremos e discutiremos as peças que compõem este mosaico e a importância do fortalecimento da cultura científica, visando prever e identificar mitos e verdades sobre descoberta de novos fármacos.
Alzirão Empório e Bar – 19h30 às 21h
Rua Francisco de Barros Filho, 432 – Barão Geraldo,
Campinas-SP 13084-075

Relatividade Geral faz 100 anos! Parabéns! – Alberto Saa (Graduado, mestre e doutor pelo Instituto de Física da USP, livre-docente em Física-Matemática pelo Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp, onde é professor titular. Professor visitante em diversas universidades e centros de pesquisa nacionais e internacionais. Foi agraciado em 2008 com o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz da Unicamp e em 2014 com a Cátedra Unicamp/Santander. Foi membro da Diretoria e do Conselho da Sociedade Brasileira de Física.)
Será feita uma brevíssima revisão de uma das mais interessantes sagas na história da Física: os 100 anos que decorreram desde a proposta da Teoria da Relatividade Geral por Einstein até a primeira detecção direta das ondas gravitacionais em 14 de setembro de 2015, uma data, como veremos, bastante singular e especial.

Raios cósmicos: o que são? – Carola Dobrigkeit Chinellato (Sou física, formada pela UNICAMP, e trabalho como professora do Instituto de Física da UNICAMP desde 1974. Hoje eu sou professora titular do instituto. Desde os meus tempos de estudante, eu me dediquei ao estudo dos raios cósmicos, primeiro durante o meu doutorado, sob a orientação do Prof. Cesar Lattes, e nos últimos vinte anos, participando das pesquisas no Observatório Auger. Meu trabalho se resume em desenvolver pesquisas, dar aulas de disciplinas da Física e orientar alunos de graduação e pós-graduação)
A Terra é continuamente bombardeada por “raios cósmicos”, que nada mais são do que núcleos de átomos que vêm do espaço. Esses raios cósmicos entram na atmosfera terrestre e interagem com os átomos do ar, produzindo novas partículas que também vão interagir, dando origem a essa chuva de partículas. Para saber a identidade dessas partículas cósmicas, de onde elas vêm, como foram produzidas e como interagem, nós medimos os chuveiros atmosféricos em observatórios especialmente construídos com este fim, como é o caso do Observatório Pierre Auger, do qual o Brasil participa.

Da Vinci Bar – 9h30 às 21h
R. Dr. Sampaio Ferraz, 503, Cambuí,
Campinas-SP

É melhor ser egoísta ou cooperar? – Flávia Maria Darcie Marquitti (Atualmente pós doutoranda no Instituto de Física da UNICAMP, tem formação em Biologia e em Matemática Aplicada e pós graduação em Ecologia. Desde o mestrado, tem trabalhado com modelos matemáticos aplicados à Ecologia e à Evolução.)
Cooperador é aquele que paga um custo ou divide benefícios. Um egoísta é aquele não tem custos e, em geral, não divide benefícios. No entanto, a cooperação evoluiu e é estável em diversos sistemas biológicos. Uma das ferramentas teóricas para o estudo da evolução da cooperação é baseada no desenvolvimento de modelos matemáticos inspirados na Teoria dos Jogos. Nesta apresentação, os principais mecanismos que permitem o estabelecimento de cooperação em populações naturais serão discutidos.
Serão também estabelecidas algumas comparações da cooperação em
sociedades humanas e em sistemas biológicos

Matemática: verdades, infinitos e paradoxos – Henrique Sá Earp (Bacharel em Matemática e mestre em Matemática Aplicada pela UFRJ, mestre em Física Teórica pela Universidade de Cambridge e doutor em Matemática pelo Imperial College de Londres. Também é co-fundador do espaço Terracota Coworking, em Barão Geraldo.)
O que é o infinito? O que é absurdo? O que é a verdade? A Matemática e a Ciência como curas para estes e outros males. Matemática é Ciência?

 

The Lord’s Pub – 19h30 às 21h
Rua Américo Brasiliense, 350 – Cambuí,
Campinas-SP

“Serial Killers”: Obesidade e Diabetes – Everardo Magalhães Carneiro (Possui Graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual de Campinas (1982), Mestrado em Biologia Funcional e Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (1989), especialização NIDDK, National Institute Of Health, Estados Unidos, Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (1996) e Ppós doutoramento no Instituto de Bioingenería da Universidad Miguel Hernández, Espanha. Atualmente é professor titular do Departamento de Biologia Estrutural e Funcion)
Na última década, o número de pessoas com os diabetes tipo 1 e 2 no Brasil subiu 61,8%, de acordo números do Ministério da Saúde. Esses “serial killers” alimentares estão presentes em muitos alimentos que fazem parte da nossa dispensa em casa e na alimentação infantil. Vivemos em uma sociedade imediatista com desejo de emagrecer e busca por alimentos prontos para o consumo. Desse modo, o consumo de alimentos ultra processados com teores elevados de açúcar e de produtos refinados vem ganhando popularidade e assim contribuindo para o aumento da obesidade e comorbidades associadas.

Existe lógica nos alimentos funcionais? – Dennys Esper Corrêa Cintra (Nutricionista pela Universidade de Alfenas. Mestre em Ciência da Nutrição pela Universidade Federal de Viçosa. Doutor e Pós Doutor em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas. Coordenador do Laboratório de Genômica Nutricional (LabGeN) da UNICAMP. Tem experiência na área de Biologia Molecular, Nutrigenômica, Alimentos Funcionais e Nutrição Clínica, atuando em pesquisas relacionadas aos desfechos associados à Obesidade e Diabetes.)
Há uma verdadeira revolução silenciosa nos hábitos alimentares, na forma de escolha dos alimentos pela população que tende a estar mais preocupada com o que de fato esta sendo colocado em sua mesa. O conceito de alimentos funcionais como aqueles que previnem doenças e hoje uma mola propulsora na formulação de novos alimentos, vem fazendo com que a própria indústria de alimentos reveja seus processos de produção de alimentos.

 

Tonico’s Boteco – 19h30 às 21h
Rua Barão de Jaguara, 1373 – Centro,
Campinas-SP

Cidades e sustentabilidade – Roberto Luiz do Carmo (Sociólogo, mestre em sociologia e doutor em demografia. Há mais de duas décadas estuda as relações entre população e ambiente. Especificamente, aborda a redistribuição espacial da população e as questões de gestão da água.)
O objetivo da palestra é discutir o processo de urbanização brasileiro e as relações dessa urbanização com os aspectos ambientais, a partir da perspectiva da sustentabilidade.

Para quem produzimos a cidade? – Sonia Regina da Cal Seixas (Graduada em Ciências Biológicas e Especialista em Pesquisa da Saúde Coletiva (UFMT); Mestre em Sociologia (UNICAMP), Doutora em Ciências Sociais (UNICAMP) e Pós-doutorado na University of Reading/Walker Institute Climate System Research e Real Estate and Planning/ HBS. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM-UNICAMP). Docente plena do Doutorado em Ambiente e Sociedade (NEPAM-IFCH-UNICAMP), e do Programa de Pós-graduação em Planejamento de Sistemas Energéticos (FEM-UNICAMP).)

 

Vila das Brejas – 19h30 às 21h
Av. Dr. Romeu Tórtima, 593 – Barão Geraldo,
Campinas-SP

Direito de todos: Água não se nega a ninguém – Luciana Cordeiro de Souza-Fernandes (Professora de Direito da Faculdade de Ciências Aplicadas – FCA/UNICAMP e do Programa de Pós Graduação em Ensino e História das Ciências da Terra (PEHCT) do Instituto de Geociências da UNICAMP. Doutora e Mestre em Direito Ambiental pela PUCSP. Pesquisadora FAPESP “Projeto Geoparque Bacia do Rio Corumbataí”. Advogada e Consultora Ambiental. Sócia fundadora da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil – APRODAB. Titular da Comissão Estadual de Logística, Infraestrutura e Desenvolvimento Sustent)
A disponibilidade de águas doces no Brasil pode representar um sentimento de tranquilidade, porém a desigualdade de sua distribuição gera situações diversas como a abundância, o conforto, o estresse, e a escassez hídrica. . A questão Água deve ser tema elevado a uma questão de Segurança Nacional e é dessa forma que deve ser vista e tratada. A água é um bem pertencente ao povo brasileiro e sua utilização se dará em favor do povo e de sua dignidade, sempre em respeito à soberania nacional.

Mudanças Climáticas: Qual futuro que nos espera? – Paulo Artaxo (Professor do Instituto de Física da USP, Membro do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU e membro da Academia Brasileira de Ciências.)
As mudanças climáticas são um dos maiores desafios que se coloca para a humanidade. O uso dos recursos naturais finitos de nosso planeta pelos 7 bilhões de habitantes está colocando em risco a estabilidade climáticas, com potenciais consequências negativas para a Vida no planeta.