O quebra-cabeça da origem dos milhares de monumentos de pedra no estilo de Stonehenge espalhados pela Europa, tudo indica, foi resolvido, a julgar por estudo divulgado pela revista NewScientist. Durante o século XX, houve duas hipóteses principais para a existência dos chamados monumentos megalíticos em vários pontos do continente: uma era a de que teriam surgido em um lugar e depois se espalhado, outra era a de que se desenvolveram independentemente em diferentes pontos.

A equipe do pesquisador Schulz Paulsson, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, analisou a datação de 2 mil monumentos, usando métodos estatísticos para diminuir a margem das datações anteriores, e descobriu que esse tipo de construção começou no noroeste da França, entre 200 e 300 anos antes de 4500 AC, e se espalhou por locais nas costas atlântica e mediterrânea durante 2 mil anos.

Isso indica a existência de tecnologia de navegação muito antes do que se pensava até então, a Idade do Bronze, cerca de 200 anos mais tarde. E explica o achado de outra pesquisa de Paulsson sobre arte megalítica na Bretanha, em que encontrou gravações retratando barcos de até 12 tripulantes.

Existem cerca de 35 mil monumentos megalíticos na Europa e, à revista inglesa, o pesquisador afirma que “provavelmente havia muito mais, isso é só uma pequena proporção do que existia na paisagem”.