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Sim, elas podem. Física, química e matemática também são coisa de mulher

Matemática, física e química não é coisa de menina! Essa máxima, que não circula abertamente nas escolas, muitas vezes pauta as decisões das estudantes, que se afastam das exatas e optam pelas humanidades.

Tem menina no circuito

Algumas das experiências que as meninas fazem

A situação é séria, uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), feita em 2012, apontou que somente 14% das brasileiras que ingressam pela primeira vez no ensino superior escolheram cursos relacionados à ciência, incluindo engenharia, indústria e construção.

Para combater essa lógica sem cabimento, Thereza Cristina de Lacerda Paiva, Elis Sinnecker e Tatiana Rappoport, professoras do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, criaram em 2014 o projeto Tem menina no circuito e implantaram como piloto entre as alunas da escola estadual Alfredo Neves, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

Todos os anos, elas escolhem duas monitoras para ajudar as docentes da escola e mais 23 meninas para participar das oficinas. A ideia, conta Thereza ao jornal Estado de São Paulo de 21 de dezembro, é romper com o aspecto sisudo como a física é comumente apresentada no ensino médio e instigar a aprendizagem. Ou seja, elas fogem do modelo tradicional de aula e vão ao museu, conhecem a equipe de robótica da UFRJ, vão aos diversos laboratórios da universidade e têm palestras com especialistas.

O projeto já está dando resultados na prática. Além de encantar as adolescentes, já conseguiu levar algumas a prestar vestibular na área de exatas, como Gabriela Galdino, que foi monitora do Tem menina no circuito, e entrou em licenciatura de Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro.