Libélula do Cretáceo. Até a ranhura da asa está preservadaMarcos-Santos/ USP-Imagens

Libélula do Cretáceo. Até a ranhura da asa está preservada

Atenção amantes de dinossauros, fósseis e peças pré-históricas em geral! O Museu de Geociências da Universidade de São Paulo, USP, inaugurou na última sexta feira, 15/12, a exposição Fósseis do Araripe, que apresenta 50 peças de um acervo de 3 mil fósseis recolhidos na região da Bacia do Araripe, que fica entre Piauí, Pernambuco e Ceará.

O raro pterodáctiloMarcos Santos/ USP Imagens

O raro pterodáctilo

A coleção revela uma parte da flora e da fauna daquela região durante o período Cretáceo, que foi de 145 a 65 milhões de anos atrás. Com destaque boquiaberto para o único fóssil pterossauro da espécie Tapejara navigans completo do mundo.

E essas peças agora expostas ao público foram salvas pela Polícia Federal. Elas seriam contrabandeadas para a Alemanha, Estados Unidos, entre outros países. No total, eram 3 mil itens, que foram distribuídos entre São Paulo, Ceará e Minas Gerais.

A professora do Instituto de Geociências Juliana de Moraes Leme Basso, curadora da exposição, disse ao Jornal da USP que os fósseis estavam em péssimas condições e que a equipe passou mais de um ano catalogando as peças. Pelo tamanho da coleção e por sua importância, foi escalada uma equipe multidisciplinar e de várias instituições, como Universidade Federal do ABC, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Federal de Pernambuco, além da própria USP.

Baratas, gafanhotos, aranhas e escorpiõesMarcos Santos/ USP Imagens

Baratas, gafanhotos, aranhas e escorpiões

Na mesma entrevista, a professora conta que outro destaque da exposição é o Susisuchus anatoceps, um animal da ordem dos crocodilianos. O esqueleto apresentado é, na verdade, a junção de dois indivíduos diferentes, mas é o segundo exemplar no mundo com o crânio inteiramente preservado.

Há ainda fósseis de plantas que, na época, começaram a ter flores. São as famosas angiospermas que seu professor de biologia falava nas aulas. Ao lado delas, a mostra oferece plantas aquáticas, samambaias, pinhas, grilos, gafanhotos, baratas, cigarras, libélulas, moscas, mosquitos, aranhas e escorpiões.

A exposição Fósseis do Araripe fica em cartaz até dezembro de 2018. O Museu de Geociências da USP abre de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, e a entrada é gratuita. O endereço é Rua do Lago, 562, na Cidade Universitária, em São Paulo.