Espaço Ciência de Recife é exemplo de divulgação e educação científica

Agência Nossa Ciência | 19 de maio de 2016

Por: Edna Ferreira / Agência Nossa Ciência

No Dia Internacional dos Museus, contamos a história desse ilustre representante nordestinoGlobo_terrestre_invertido

Todo dia é dia de museu, mas ontem foi um dia especial, 18 de maio é o Dia Internacional dos Museus. Para comemorar a data, o Nossa Ciência conta a história de um ilustre representante do Nordeste: o Espaço Ciência, de Recife. A exemplo de outros museus da região , o Espaço Ciência tem sua trajetória marcada por muito trabalho e dedicação de suas equipes. Na direção do Espaço está Antônio Pavão, professor do Departamento de Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e personagem principal dessa história.

Criado em setembro de 1994, o Espaço Ciência nasceu como um programa da Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo do estado de Pernambuco. A criação foi basicamente estimulada por um edital da Capes, o SPEC – Subprograma de Educação e Ciência da Capes que propunha a montagem de museus de ciência no Brasil.

Antônio Pavão, diretor do museu, está no espaço desde a fundação e lembra de todos os detalhes desse surgimento. “Esse edital contemplou três projetos, todos de sucesso hoje. O museu da PUC do Rio Grande do Sul, o Museu da Vida da Fiocruz (RJ) e o Espaço Ciência de Pernambuco foram os três que ganharam o edital. Ele foi criado como um programa no final do governo, do governador João Francisco, foi em setembro, em dezembro ele saiu. Em janeiro entrou o Miguel Arraes e o secretário de C&T dele era o Sergio Rezende e ele me convidou para redigir o projeto do Espaço Ciência”, conta Pavão.

Instalado numa área de 120 mil m² entre as cidades de Recife e Olinda, o Espaço Ciência é um dos poucos museus no Brasil que combina exposições montadas em ambientes fechados ao lado de centenas de experimentos interativos a céu aberto. Além de exposições de alta qualidade museográfica, possui Planetário, Auditório, Anfiteatro, Hall de Exposições e Centro Educacional. Destaque para o Manguezal de 5rara beleza e interesse científico que faz parte da propriedade, um ambiente para contemplação, estudos e aprendizagens.

 

DinoAntes de ocupar a área do antigo Memorial Arco Verde, como era conhecido o local, Pavão conta que o museu funcionava num casarão próximo do centro da cidade de Recife. “Sem condições de permanecer no casarão que tinha muitos problemas, resolvi mudar. Esse parque estava abandonado e só tinha um prédio bonito, do ponto de vista arquitetônico, um prédio cujo projeto era do arquiteto Acácio Gil Borsoi e os jardins eram assinados por Roberto Burle Marx. Em abril de 1996, nós viemos para cá”, revela Pavão.

O Memorial era da Secretaria de Assuntos Extraordinários e para driblar a burocracia Pavão contou com a ajuda do então secretário de C&T, Sergio Rezende. “Pegamos um caminhão que nem fechado era, botamos tudo dentro e viemos pra cá. Nos mudamos e abrimos as portas no mesmo dia, não tínhamos ar condicionado e faltavam tantas outras coisas. Era um matagal, um local abandonado, mas aos poucos nós fomos ocupando o espaço”, relembra.

Um museu vivo

Com um orçamento perto de R$ 2 milhões por ano e registrando uma média de 300 mil visitantes/ano, sendo 120 mil só na sede, o Espaço Ciência conta com várias atrações dentro e fora de suas instalações. Basicamente, o museu é custeado pela Secretaria de C&T do estado, mas também conta parcerias, convênios com empresas privadas e contrapartidas de diversos projetos que tem sido aprovados em editais do MCTI/CNPQ, Capes, Finep.

Entre as atrações estão o edifício da pirâmide – Pavilhão de Exposições, além de duas trilhas – a Ecológica e a das Descobertas que engloba cinco áreas: Água, Movimento, Percepção, Terra e Espaço. Também possui um Observatório Astronômico localizado no Alto da Sé, em Olinda, que recebe mais 50 mil visitantes por ano. Numa concepção de educação que vai além dos limites da sua sede, o Espaço Ciência desenvolve os programas itinerantes Ciência Móvel e Caravana Notáveis Cientistas Pernambucanos,que promovem oficinas, exposições e apresentações em vários municípios de Pernambuco e de estados vizinhos.

Manguezal_2No entanto, o destaque de Pavão vai para o manguezal onde os visitantes fazem passeio de barco movido a energia fotovoltaica conhecendo e explorando o ambiente. “Quando vimos o manguezal, lembrei que o museu de ciência La Villette, em Paris, tem um manguezal, só que é artificial! E nós aqui com um manguezal natural, de verdade! Esse é um manguezal que restou dos aterros da área, é um manguezal no meio da cidade. Começamos a estudar e desenvolver o conceito de integrar essa característica muito própria nossa, que poucos lugares do mundo tem: integrar exposições em ambientes fechados com exposições no parque, um ambiente aberto, ao ar livre. Isso foi aos poucos, mas o diferencial sem dúvida é o manguezal, esse ambiente de rara beleza e interesse científico”, orgulha-se Pavão.

As atrações e exposições do museu estão sempre em movimento como forma de atingir seus objetivos centrais: popularizar a ciência e apoiar o ensino. “O museu de ciência é um organismo vivo e tem que estar sempre se renovando”, define Pavão. Ainda segundo o diretor do Espaço Ciência, além de ser um local onde as pessoas podem explorar diversos aspectos da ciência, o projeto tem uma forte atuação social através dos programas sociais: CLI Cidadão (curso de informática e cidadania para comunidades), Projeto Gepetto (fabricação de jogos e brinquedos educativos com jovens de comunidades) e Jardim da Ciência (curso de jardinagem voltado para a formação de jovens de baixa renda).

Divulgação e educação científica

O Espaço Ciência é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais das descobertas científicas e tecnológicas do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade.

A tarefa central do Museu Espaço Ciência é a divulgação e a educação científica, que constitui-se em um conjunto de procedimentos voltados à comunicação da ciência para estudantes, professores e o público em geral, através de suas narrativas expositivas capazes de promover diálogos e reflexões acerca das relações entre ciência e sociedade.

Exposicao_Espaco_CIienciaPavão explica que entre os professores e o museu há um contato muito bom, eles têm consciência da importância do Espaço Ciência. “Entretanto, os secretários não tem essa visão. Falta aos nossos gestores uma consciência maior, compreensão do papel que os museus de ciência têm dentro do processo educacional, não apenas na educação científica, mas uma visão geral, uma cultura geral. O aluno que nos visita sai mais motivado para na escola aproveitar suas atividades”, detalha.

De acordo com o diretor do museu pernambucano, o objetivo principal do Espaço Ciência não é ensinar. “Nosso objetivo é o estimulo, é a pessoa sair daqui motivada a aprender mais na escola. Dessa forma ele vai facilitar o trabalho do professor, vai produzir mais na escola, apesar de não termos estudos sobre isso, nossa percepção é essa”, analisa Pavão. Segundo ele, os monitores são treinados para fazer uma única pergunta ao visitante: por que? “Combatemos a postura professoral, ficar ensinando. Aqui o visitante diante de um experimento, ele mexe, toca e pergunta por que? Devolvemos a pergunta para que ele nos diga o que entendeu, o que acha. Isso estabelece um diálogo, a gente trabalha com isso. Aqui se torna um espaço de conversação, diálogo, estímulo. Você não vê muitas explicações aqui, fazemos perguntas e não trazemos respostas. Todo experimento tem uma interrogação. Esse conceito também se reflete nos cursos de formação de professores que realizamos aqui”, esclarece.

Pavão explica que o Espaço Ciência não é como os muitos museus que existem pelo mundo. “Aqui não é um grande livro aberto. No Museu de Ciência de Londres, por exemplo, os experimentos são de apertar botões. O visitante tem a resposta e sai satisfeito. Não pode! Tem que sair com mais interrogações, esse é o nosso conceito”, completa.

O futuro

Novas exposições e experimentos estão nos planos do diretor Pavão que se orgulha de o Espaço ter atingido um padrão internacional. “Temos melhorado muito nossa museografia, já desenvolvemos aqui um trabalho de padrão internacional. É evidente que não temos os mesmos recursos que outros museus, mas nós temos experimentos aqui que não existem em canto nenhum do mundo. E vamos ter novidades como um experimento de curva de nível, que não é tão comum nos museus do mundo e outras coisas tradicionais que tem em todo museu e todos querem ver, por exemplo, o Van der Graaf, aquele experimento que arrepia o cabelo”, revela.

Ainda segundo Pavão, o futuro é sinônimo de desafio, aperfeiçoamento e inovação. “É um desafio montar um museu de ciência, mas é um desafio ainda maior manter esse museu. Somos um organismo vivo, então nossas novas ações estão ancoradas em ações anteriores, vamos nos aperfeiçoando. Nosso futuro é esse: permanecer na ponta, top, como já somos, e com inovação. Se você tiver dinheiro você monta um museu do dia para noite, mas esses que a gente já conhece por aí. Mas aqui nós criamos o novo que não tem em nenhum outro lugar. O futuro não nos pertence, mas queremos continuar fazendo o que estamos fazendo agora”, afirma.

Até 22 de maio o Instituto Brasileiro de Museus – Ibram promove a Semana Nacional de Museus. Confira a programação completa no link

 

 

Ciência para a construção da sociedade socialista e de um mundo mais justo

Por: Mônica Costa / Agência Nossa Ciência

No Dia Internacional dos Museus, o entrevistado na sessão Perfil do Pesquisador, Antônio Pavão, defende o papel político da Ciência e dos cientistas27a405e422635ac8ac4a3f4f8c98c6b0

Mais do que um pesquisador, o professor do Departamento de Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antônio Carlos Pavão, é um apaixonado pela Ciência e pelas pessoas. Tanto que tem dedicado grande parte de sua vida à popularização do conhecimento científico com todas as pessoas. Reconhece a Ciência como construção social e defende que ela tem lado e, historicamente, tem dado voz aos vencedores.

Esse pernambucano, conforme título de cidadania conferido pela Assembleia Legislativa em 2013, tem posição política clara: a luta por um mundo melhor é permanente e necessária e ela inclui a apropriação social do conhecimento. Assumindo-se como ainda não curado da “doença infantil do esquerdismo”, que é a pressa em ver resultados da atuação política, afirma que é pacifista e que se tiver uma guerra, sua alternativa é “mato ou morro. Ou fujo para o mato ou fujo para o morro.”

Pavão teve como orientador do doutorado o pesquisador Newton Bernardes, que era muito ligado ao físico Cesar Lattes. Bernardes trabalhou com os ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 1972, Bardeen, Cooper e Schrieffer, na Teoria da Supercondutividade.

No dia em que se comemora o Dia Internacional dos Museus, Nossa Ciência publica a primeira parte do perfil desse pesquisador, que criou e dirige há mais de 20 anos o Espaço Ciência, um dos mais importantes museus de ciência do Brasil e local escolhido pelo próprio Pavão para esta entrevista.

Nossa Ciência: Como foi sua vinda para o Recife?

Antônio Pavão: Quando eu vim para Recife, eu fiquei lotado no Departamento de Física da UFPE. Ainda não existia o Departamento de Química que temos hoje e eu desenvolvia pesquisa na área de Física Atômica e Molecular, que é o mesmo significado de Química Quântica. Há uma área de tangência entre Física e Química.

NC: Em que ano?

AP: 1979. Eu terminei meu doutorado em dezembro de 1978 e eu, que sou de uma cidade chamada Quintana, que tem 5 mil habitantes, mesmo tendo morado na capital por 10 anos, durante a graduação, o mestrado e o doutorado na USP, nunca me adaptei naquela loucura de São Paulo. E naquele tempo um doutor em Química podia escolher para onde ir. Tinha propostas para o interior de São Paulo – São Carlos e Campinas. Minha mãe era doida que eu fosse para São Carlos para ficar mais perto dela. Tinha também proposta para professor visitante para Salvador e Recife, que eu não conhecia. E eu vim passar o Natal em Salvador e o ano novo em Recife. Quando eu cheguei aqui em Recife, eu falei é aqui mesmo que eu quero ficar.

NC: O que pesou nessa escolha?

DSC07702AP: Três razões pesaram para eu viesse para Recife. A primeira de ordem acadêmica: eu fui convidado pelo professor Ricardo Ferreira, que é o maior químico brasileiro, e ele queria montar aqui um grupo de Química Teórica, que era na minha área de especialização e ele foi da minha banca de Doutorado. Tinha essa perspectiva acadêmica muito boa de formar um grupo e hoje nós temos na UFPE o maior grupo de Química Teórica do Brasil, e que é conhecido nacional e internacionalmente. Teve uma razão política: na época, eu era militante da Convergência Socialista, um partido clandestino e a gente queria expandir o partido aqui no nordeste. Recife era mais atraente do ponto de vista político e também, é preciso acrescentar, a cidade é um caldo cultural muito interessante, uma cidade bonita, com História marcante no país e no mundo. Montamos o partido, tivemos muito sucesso, ele cresceu muito aqui, fizemos algumas agitações. A terceira razão foi porque o meu orientador do Doutorado, o professor Newton Bernardes, um dia falou assim: Pavão, se você quiser ser um grande cientista, só tem duas alternativas. Ou você nasce em Pernambuco, se referindo a Mário Schenberg, Leite Lopes, Paulo Freire, Leopoldo Nachbin, ou você casa com uma pernambucana. O fato é que ele era casado com uma pernambucana. E depois eu descobri que essa frase nem era dele, ela do (Cesar) Lattes, que também era casado com uma pernambucana. NC: O que o atraiu para a Química? AP: Eu sou de uma geração que foi muito influenciada pela história da bomba (nuclear), energia nuclear e eu sempre me destacava em Ciências e Matemática. Juntando com isso tinha outros interesses meus, que foram cultivados por alguns professores. Naquela época, no ensino médio, a gente podia escolher entre o Normal, o Clássico e o Científico. Normal era para ser professor; Clássico para as Ciências Humanas e Sociais; e Científico para as áreas de Exatas e eu escolhi o Científico, o que caracterizava uma tendência minha. Eu sai do interior para São Paulo para fazer Física, mas no cursinho, eu conheci ‘uma Química’ que eu ainda não tinha sido exposto a ela, a Química Quântica, a Química Teórica, a Química mais moderna, não aquela Química clássica dos laboratórios fedorentos, de se manipular materiais de reações químicas. Eu me empolguei com a Química, mas nunca abandonei a Física porque durante a graduação convivia com o pessoal da Física, fazia algumas disciplinas isoladas lá e depois a minha pós-graduação foi no Instituto de Física da USP. Na Química, eu realmente me acertei. Hoje eu fico brincando, eu chamo os físicos de proto-químicos, um dia eles vão chegar lá…(risos)

NC: E a política?

DSC07716-0AP: Ainda em São Paulo, em 1974, eu entrei para um partido clandestino chamado Liga Operária, que é um partido Trotskista ligado à Quarta Internacional e que tinha uma posição política que era da luta pelo Movimento de Massas. Naquele tempo tinha duas linhas que lutavam contra a Ditadura, uma pela luta armada, outra pelo Movimento de Massas. Eu sempre fui pacifista. Nunca me envolvi diretamente na política (partidária). Tive muito na raiz da fundação do PT, mas nunca fui do PT. A minha política era construir um partido revolucionário e o PT não é um partido revolucionário. Aqui em Pernambuco, eu tive que depor na Polícia Federal por causa de uma greve já na década de 1980. Hoje eu aprendi muito, sei que essa é uma luta permanente. Eu continuo numa linha Trotskista.

NC: O que mudou na ação política? Há conexão entre a luta e a prática?

AP: E hoje como é que eu conecto essas coisas? Claro que eu faço do Espaço Ciência uma continuidade dessa minha luta. Eu tenho uma compreensão maior da importância da divulgação do conhecimento, da socialização do conhecimento científico. No socialismo do Marx, sabe-se que a produção é social e a apropriação é individual. E ele fala que se a produção é social, a apropriação também tem que ser social. No caso do conhecimento é a mesma coisa. A produção do conhecimento científico é social, muito embora alguns levem a fama, como Einstein, Darwin, esse mito que a gente cria do cientista. Mas a gente sabe que Einstein só pode desenvolver a sua Teoria da Relatividade, quando a Teoria dos Espaços Multidimensionais já estava desenvolvida. Pouca gente conhece Lawrence (Hawdrik Lawrence), mas ele também praticamente desenvolveu a Teoria da Relatividade. A produção do conhecimento científico é social, portanto a apropriação também tem que ser social. Daí a necessidade histórica da divulgação científica e da educação científica e é isso que eu trabalho! Quer dizer que eu continuo assim com esse meu afã revolucionário, construindo a sociedade socialista, construindo esse mundo mais justo.  Esse é um caminho que não se vê resultados tão imediatos, não se vê muitos resultados, mas a gente sabe da influência que isso daqui tem na cabeça do visitante. Por exemplo, depois de 21 anos que estamos aqui é muito comum encontrar pessoas que falam: ah, quando eu era criança, visitei o Espaço Ciência, hoje eu sou físico, eu sou engenheiro, sou médico … Aqui todo dia, toda hora eu saio e vejo menino pulando, aquela alegria, aquela coisa da surpresa, o brilho nos olhos. Isso me dá uma satisfação pessoal muito grande de perceber que esse trabalho também está dando fruto. É todo um trabalho que a gente queria ver logo o fruto, aquele esquerdismo nosso – o Lenin dizia que o esquerdismo era a doença infantil do comunismo – mas eu continuo ainda no esquerdismo, essa doença infantil, querendo que as coisas aconteçam logo.

NC: Como é a sua produção científica? Tem orientandos?

AP: Hoje contando com Mestrado e Doutorado, incrível, nem sei como eu me viro, mas eu tenho uns 15 alunos.

NC: Como é a sua rotina?

AP: Em geral, às segundas, quartas e sextas eu fico no Espaço Ciência. Às terças e quintas eu vou para a Universidade. Quatro dos meus alunos são orientandos de um Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências, que é uma conexão que a gente tem como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Continuo na minha área de pesquisa em Química Teórica, trabalhando com temas como Magnetismo, Supercondutividade, Carcinogênese Química, Fundamentos de Química Quântica, Catálise. O químico teórico está mais livre para transitar por diversas áreas. E como eu quero ganhar o Prêmio Nobel, eu sigo o conselho do Linus Pauling. Ele falava que a melhor forma de você ter uma boa ideia, é você ter várias ideias. Tivemos sucesso em alguns trabalhos que a gente fez. Na minha vida pessoal, eu reduzi uma coisa que eu fazia muito. Eu trabalhava à noite, nos fins de semana, levando trabalho para casa. Hoje ainda faço isso, mas pouco. Eu reservo meu final de semana para minha família, para meu jardim, para minha horta.

 



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