O impacto de trabalhos científicos aumenta quando seus co-autores pertencem a grupos étnicos distintos, de acordo com reportagem publicada na revista Physics World. A conclusão é resultado da análise de 9 milhões de artigos científicos com 6 milhões de autores feita por pesquisadores da Universidade Khalifa, nos Emirados Árabes. O estudo se dedicou a cinco tipos de diversidade: étnica, de gênero, de área do conhecimento, de afiliação acadêmica e “idade acadêmica” (tempo transcorrido após a obtenção do PhD) e constatou que a primeira está mais associada ao impacto científico.

A etnia dos autores foi determinada através de uma técnica de aprendizagem automática que analisou seus nomes. Os pesquisadores Bedoor AlShebli, Talal Rahwan e Wei Lee Woon definiram duas categorias de diversidade, uma, no “nível de grupo”, é a diversidade dentro da lista de autores de um mesmo artigo; a outra, no “nível individual” é a variedade dentro do conjunto de colaboradores de um mesmo pesquisador. A primeira categoria influencia mais o impacto científico do que a segunda.

O estudo tem algumas limitações: a técnica de utilizar o nome para definir a etnia pode falsear resultados e o conjunto de dados se retringe a artigos publicados nos EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália. Outra crítica feita ao trabalho é que ele não avalia o tamanho da influência da diversidade para os artigos.