Desvende os mitos do financiamento coletivo

Denise Lourenço | 07 de janeiro de 2016

Crowdfunding não tem nada a ver com mágica. À primeira vista, pode parecer tentador abrir uma vaquinha online e esperar sentado que todo mundo que gosta de você doe rios de dinheiro para a sua super ideia. Mas, na prática, projetos de sucesso quase sempre contam histórias de muito trabalho e intenso planejamento.

Se você também pretende entrar nessa, precisa quebrar a cabeça e construir maneiras de divulgar o projeto para uma multidão de pessoas desconhecidas. Muita gente já conseguiu e a sua ideia também pode engrossar as estatísticas dos projetos que arrecadam e superam a meta de recebimento de dinheiro em campanhas online.

A revista ComCiência, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, entrevistou Diego Reeberg, sócio fundador da Catarse, a maior plataforma de crowdfunding do Brasil.

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Diego Reeberg, sócio fundador da Catarse

Para ele, quem quer abrir um financiamento coletivo pela primeira vez deve investir um bom tempo estudando as plataformas e os projetos. Não dá para ter pressa! É preciso paciência para “desenhar o plano de comunicação, as recompensas, prazos e metas”.

Depois de alguns anos à frente da Catarse, Reeberg é enfático ao afirmar que não se deve colocar o projeto na plataforma para testá-lo. Antes disso, o idealizador deve perguntar aos conhecidos, amigos e familiares se alguém daria dinheiro para a ideia.

“Colha muitos feedbacks. Após essa etapa, desenhe todo o plano de comunicação detalhadamente, aproveitando o aprendizado dos outros projetos. Por último, abra o crowdfunding”, recomenda Diego.

Quando questionado sobre a melhor fórmula para definir uma meta, ele não tem dúvida. “A meta é o mínimo necessário para a ideia sair do papel”.

Na Catarse, metade dos projetos atinge a meta. Isso não é pouco, pensando que em plataformas internacionais como a Indiegogo e a Kickstarter, em média, apenas 2 em cada 10 projetos conseguem atingir o mínimo necessário para a ideia sair do papel.

A boa notícia é que cada vez mais estudantes estão usando o crowdfunding para financiar propostas interessantes.

Quando indagado sobre os projetos mais legais para os jovens tentarem um financiamento coletivo, Diego respondeu que “o financiamento coletivo é uma oportunidade para se conectar com pessoas em torno de um objetivo comum. Dentro disso, não tem muito o que pode ou não ser feito. Tudo pode ser feito, desde que existam pessoas que também queiram fazer.”

No fundo, é importante entender os mitos que envolvem o financiamento coletivo para acertar o passo e obter sucesso utilizando essa ferramenta mega, ultra, hiper, power, hard, master, blaster.

Se você pretende conhecer o tema mais profundamente, não deixe de ler a entrevista completa de Diego Reeberg. E está tudo aqui ó:

http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=119&tipo=entrevista

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