Um clarão assustou os baianos na noite de segunda-feira, 20 de fevereiro. O fenômeno foi visto por moradores de Salvador, Amargosa, Ilhéus e outras cidades espelhadas pelo interior da Bahia, além de Sergipe.

Assim que o assunto começou a ser comentado, principalmente nas redes sociais, a equipe do Grupo de Petrologia Aplicada à pesquisa mineral, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), coordenado pela professora Débora Rios, foi acionado para investigar o caso. Depois de uma madrugada coletando e recebendo relatos, o grupo concluiu que o clarão foi provocado por um meteoro atravessando a atmosfera.

“Estamos inventariando os relatos e assistindo os vídeos das câmeras de segurança, para descobrir o posicionamento. Ainda não sabemos se o meteoro queimou na atmosfera completamente, mas há expectativa que exista um meteorito por isso estamos estudando as imagens”, explica Débora Rios.

O meteoro não caiu em Salvador, pois não há relatos de estrondo ou temor de terra, os baianos só presenciaram a passagem do corpo pela atmosfera. A equipe agora está buscando conseguir dados mais confiáveis para fechar a área da possível queda e partir na expedição de busca do meteorito.

Em maio do ano passado, um evento similar ocorreu na Bahia. Foi o segundo meteoro a cair na cidade de Palmas do Monte Alto e a equipe liderada pela professora fez uma expedição em busca do meteorito. “O clarão da noite passada aconteceu tarde, é mais provável que não tenham testemunhas da queda, como aconteceu com o de Palmas de Monte Alto”, explica a pesquisadora.

A equipe novamente corre contra o tempo devido aos “caçadores de meteorito”, que buscam esses corpos celestes e vendem de variadas formas. “Dois sites grandes de busca de meteorito já divulgaram o acontecimento e eles podem ter acesso à imagens privadas que nós não possuímos, por isso estamos trabalhando para descobrir a área da possível queda o mais rápido possível”, disse Débora.