Cientistas australianos encontram micrometeoritos que caíram no planeta há 2,7 bilhões de anos

Pamela Gouveia | 17 de maio de 2016
Imagem microscópica de um dos micrometeoritos. (Divulgação)

Imagem microscópica de um dos micrometeoritos. (Divulgação)

Micrometeoritos são minúsculos meteoros, pequenas partículas de rocha que caem com frequência sobre a Terra, muitas vezes vistos como estrela cadente. Cientistas da Universidade Monash, na Austrália revelaram a descoberta dos menores e mais antigos micrometeoritos de que se tem notícia na história. Com o tamanho de um grão de areia, eles chegaram no planeta há 2,7 bilhões de anos, segundo um estudo publicado na revista “Nature”, no último dia 11.

A pesquisa é coordenada pelo cientista Andy Tomkins e pode servir para desvendar como era a atmosfera primitiva da Terra, inclusive confrontando teorias já aceitas de que ela seria pobre em oxigênio. Segundo o cientista já foram descobertos micrometeoritos em rochas, mas ainda não foram usados para investigar a química atmosférica.

Os micrometeoritos foram encontrados em sedimentos de calcário na região desértica de Pilbara, no norte da Austrália. As primeiras conclusões revelam que as minúsculas bolas de fogo eram compostas principalmente de ferro e níquel e ao entrar na atmosfera terrestre os fragmentos transformaram-se em cristais, virando principalmente gotas de óxido de ferro, indicando, segundo Andy, concentrações de oxigênio muito maiores do que o esperado. É esta transformação que será analisada na pesquisa.

Testes revelaram que os níveis de oxigênio na atmosfera daquela época, 2,7 bilhões de anos atrás, poderiam ter sido semelhante aos de hoje, um resultado inédito. Cientistas já sabiam que, até 2,3 bilhões de anos atrás, a maior parte do oxigênio produzido na Terra não se acumulava nas camadas mais baixas da atmosfera. Mas modelos químicos sugerem que a alta atmosfera, entre 50 e 100 quilômetros de altitude, era bem diferente, com a radiação do Sol quebrando moléculas de dióxido de carbono e formando oxigênio e monóxido de carbono.

Com infornações da Monash University e Nature 



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