Autor: Ricardo Miranda

Comprovado: coral-sol invasor alterou interações entre espécies nativas na Bahia

Resultados de pesquisas realizadas pelo Projeto Corais da Bahia, recentemente publicadas, demonstram os impactos da invasão do coral-sol (Tubastraea tagusensis e T. coccinia) sobre as interações entre peixes recifais e espécies bentônicas nativas (aquelas que vivem fixas no subtrato, como algas e corais). Ricardo Miranda | Ciência na Rua O estudo, realizado em 2016 nos recifes da Baía de Todos os Santos, BA, foi recentemente publicado na revista científica Marine Environmental Research. Câmeras subquáticas foram utilizadas para filmar o comportamento de alimentação de peixes sobre algas e corais nativos em áreas com diferentes percentuais de cobertura do coral-sol. Não...

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Um clic no Recife dos Cascos, e o Projeto Corais da Baía obteve a imagem do cardume de pampos antes que fugissem

O Trachinotus goodei, comumente chamado de “pampo-galhudo”, “pampo riscado” ou simplesmente “aratubaia”, é uma espécie costeira de climas sub-tropicais e tropicais. Pode alcançar 50 centímetros de comprimento e é frequente nos Estados Unidos, em diversas ilhas do Caribe, e em boa parte da costa da América do Sul até a Argentina. Os peixes adultos são normalmente encontrados nas zonas costeiras e na zona de arrebentação, ao longo de praias de areia onde formam cardumes. Também ocorrem em torno dos recifes e áreas rochosas. Já os pampos juvenis são comuns próximos às zonas entre marés. O T. goodei se alimenta de...

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CORAL INVASOR SE EXPANDE NA BAÍA DE TODOS OS SANTOS

Após a introdução do coral-sol invasor (Tubastraea spp) na Baía de Todos os Santos ter sido registrado em 2008, verifica-se agora que ele está expandindo suas populações na região. O Projeto Corais da Baía as vem monitorando desde 2011, em colaboração com outras instituições parceiras (PRÓ-MAR e Instituto Maré Global), e alguns dos resultados foram publicados na última quarta feira, 20, na revista Marine Biodiversity Records (ver artigo completo em http://mbr.biomedcentral.com/arti…/10.1186/s41200-016-0053-2). As evidências obtidas por essa atividade são de que o coral-sol ampliou sua distribuição de 5 para 18 áreas em 4 anos (entre 2011 e 2015). Essas áreas incluem o...

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BRANQUEAMENTO AFETA CORAIS BRASILEIROS NO FIM DO VERÃO 2015-2016

Nos anos de 2015/2016 está sendo registrado o que tem sido chamado de o pior evento de branqueamento de coral da história. Diversos recifes de corais ao redor do mundo, nos oceanos Índico, Pacífico e Atlântico, correm sério risco de sofrer redução dos principais organismos construtores, os corais, devido ao aumento da mortalidade desses organismos associado ao aumento da temperatura da água da mar causada pelo fenômeno El Niño (ver Miranda et al.2013)*. Os recifes brasileiros também estão sofrendo com o branqueamento desde março de 2016. Em alguns locais, como nos recifes da Baía de Todos os Santos e...

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O que será que o peixe-pedra está fazendo com a boca tão aberta?

  O que será que o peixe-pedra (Scorpaena plumieri) está fazendo com a boca aberta desse jeito?Será que está pronto para abocanhar o peixinho Neon que está ao seu lado? Na imagem capturada durante os trabalhos do grupo responsável pelo projeto Corais da Baía, o peixe-pedra parece se posicionar imóvel na “estação de limpeza” para que o peixe-neon (Elacatinus figaro) limpe o interior da sua boca, removendo parasitos indesejáveis sem ser predado. Temos aqui uma relação ecológica benéfica para os dois animais: o peixe-pedra vai perdendo os parasitos que se alojam em seu corpo, e que em excesso são danosos...

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