Autor: Mariluce Moura

Plano de R$1,2 bilhão para pesquisa de zika se baseou nas propostas da comunidade científica

Ciência na rua | Ciência na Rua Diante de representantes da comunidade científica do país, de gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia e ladeada, entre outros, por dois ministros ligados ao PMDB, Celso Pansera, da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e Celso Castro, da Saúde, a presidente Dilma Rousseff anunciou no fim da manhã da quarta feira, 23, em cerimônia no Palácio do Planalto, investimentos totais de R$1,2 bilhão na parte de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e educação do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia. Num reconhecimento de que o país deve exercer um protagonismo...

Leia Mais

Um lugar de resistência a qualquer autoritarismo

Mais afeito à epistemologia e à lógica, o filósofo especialista em Ludwig Wittgenstein (1889-1951) observa que precisa operar um deslocamento grande para pensar a política. Mas, convidado a abordar a crise aguda que vem convulsionando a sociedade brasileira João Carlos Salles, reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na verdade não mostra dificuldade para fazer esse trânsito. “A política é o lugar da condição de produção do diálogo, no qual proposições em conflito fazem parte do jogo”, diz. Essa crise rompe justamente com a condição de enunciação, completa. Ele vê no contexto atual uma pressa alucinada em se cristalizar posições, observa uma militância agressiva sem nenhuma disposição de escuta, sem nenhuma paciência com o outro, atuando na demolição das pautas da política e fazendo emergir um discurso disruptivo, violento. João Carlos observa que há, claro, alguma agressividade também à esquerda, “mas a esquerda está mais aclimatada ao ambiente da representação, aos mecanismos simbólicos de ostentação por uma prática que já vem de muito tempo”. E responde à pergunta sobre por que as posições mais à direita não se contiveram ao longo dos últimos meses, e principalmente no período mais recente, nos enunciados e espaço próprios da política, com uma outra indagação. “Onde estava a direita no país? Acomodada e feliz na ditadura e não se manifestava dessa forma no espaço político. Depois, uma certa direita envergonhada apresentava suas demandas...

Leia Mais

Marilena Chauí: Filosofia e legalidade democrática

Nenhum cientista político ou qualquer outro pesquisador do campo das humanidades sabe onde vai desembocar a crise política que nesse momento cinde e convulsiona a sociedade brasileira, nada cordial, registre-se, antes violenta e profundamente desigual. A ciência não oferece ferramentas para uma previsão rigorosa desse futuro. Pode-se, entretanto, imaginar cenários à frente, dos mais pessimistas aos medianamente otimistas. E se pode, principalmente, embasado em dados e reflexões no interior de distintos âmbitos do conhecimento, buscar entender como nosso país chegou de novo a uma encruzilhada em que a tentação do autoritarismo e a determinação de apagar o espectro da...

Leia Mais

Os seis pontos do plano estratégico contra Zika e a microcefalia

Um grupo de oito pesquisadores de vários centros brasileiros liderado por Maurício Barreto, epidemiologista vinculado à Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Fiocruz, Centro de Pesquisas Gonçalo Muniz) e professor da Universidade Federal da Bahia, publicou hoje no periódico médico britânico Lancet uma agenda científica com seis pontos para enfrentar o vírus Zika e a epidemia de microcefalia ou outros problemas neurológicos no país a ele aparentemente associados. Tais pontos que devem integrar o Plano de Ação Estratégica do governo destinado a enfrentar o problema. Depois de se referir brevemente à primeira epidemia de dengue enfrentada pelo país em 1981e...

Leia Mais

Revisão dos casos de microcefalia de 2012 a 2015 leva a novas indagações sobre as causas da epidemia

  Uma notável força tarefa foi posta em marcha pelo Círculo do Coração de Pernambuco, de 1º a 31 de dezembro de 2015, para resgatar a medida do perímetro cefálico de 16.206 bebês nascidos entre 2012 e 2015 na Paraíba. A partir daí, um grupo de pesquisadores liderados pela cardiologista Sandra da Silva Mattos, conseguiu demonstrar que há subnotificação da ocorrência de microcefalia na Paraíba nos últimos quatro anos – os números seriam bem maiores do que aqueles que aparecem nas estatísticas oficiais — e lançar uma série de interrogações a respeito das causas efetivas da epidemia de microcefalia...

Leia Mais