O SOS Chuva, um sistema de observação e previsão de tempo severo desenvolvido em colaboração entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo (USP), ficou em primeiro lugar no Prêmio Péter Murányi 2019. A votação e a divulgação dos vencedores aconteceu no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na quarta-feira, 6.

A plataforma integra em tempo real informações de satélite, radares e simulações numéricas, disponibilizadas por meio de um aplicativo disponível na loja virtual Google Play, que permite que o usuário saiba onde (e o quanto) está chovendo, onde choverá nos próximos minutos e a ocorrência de raios, sendo útil tanto para cidadãos quanto para instituições como defesa civil, governos municipais e centros de meteorologia. O aplicativo, por enquanto, contempla 11 estados. O usuário pode ainda agregar informações, como se fosse um Waze meteorológico.

Em segundo lugar ficou o programa Desenvolvimento de cultivares de aveia para o subtrópico, conduzido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nos anos 1970, o Brasil importava aveia, hoje, graças a desenvolvimento contínuo por mais de 20 anos – de melhoramento clássico a técnicas de biologia molecular – exporta não só a aveia, mas os cultivares (ou seja, as variedades da planta selecionadas, híbridas etc.) para Uruguai, Argentina, Índia e EUA.

O terceiro prêmio ficou para projeto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): Desenvolvimento do medicamento Acheflan a partir da planta brasileira Cordia verbenacea. Em parceria com a empresa Aché, os catarinenses fizeram o ciclo completo, do levantamento de plantas promissoras até a comercialização do medicamento.

O prêmio foi Péter Murányi foi instituído em 2002, pela fundação de mesmo nome. Péter, imigrante húngaro naturalizado brasileiro, foi um empresário ligado a causas sociais que deixou em testamento a seus filhos a missão de criarem a fundação.