A UFBA debate múltiplas visões e se une em torno do não ao golpe contra a democracia

Mariluce Moura | 07 de abril de 2016

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Múltiplas visões da atual crise brasileira, mas sempre no espectro à esquerda do pensamento sociopolítico, e o consenso em torno de uma questão central, diferenças de palavras à parte – qual seja, é preciso juntar forças para barrar o golpe contra a democracia ora em marcha no país –, têm marcado até aqui as apresentações e debates do ciclo de palestras “Crise e democracia”, aberto na segunda, 4 de abril, na Universidade Federal da Bahia (UFBA).Promovido pela reitoria da universidade em sua própria sede, com apoio dos órgãos estaduais de classe de docentes e funcionários (respectivamente Apub, Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia, e Assufba,Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais do Estado da Bahia), além do Diretório Central dos Estudantes ( DCE), o ciclo se estende até a sexta feira, 8, sempre das 18:30 às 20:30 horas, e num formato que se revelou extremamente feliz para os propósitos da universidade.

O que se pretendeu com esse ciclo, segundo o reitor João Carlos Salles, foi reafirmar de forma muito concreta a universidade como espaço de diálogo e de resistência ao autoritarismo. E isso se estendeu à forma encontrada para o ciclo, com quatro palestrantes de diferentes inserções na esquerda e na academia se sucedendo nas falas para um auditório lotado e, simultaneamente, para as transmissões ao vivo da Tevê UFBA e do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, para depois finalizar esse caminho de reflexão com o debate livre.

Ciência na rua publica inicialmente dois textos sobre reflexões do sociólogo Ricardo Antunes, um dos apresentadores do primeiro dia, não inéditos, mas intimamente relacionados ao que ele falou, e o texto de minha apresentação preparado especialmente para o ciclo. Nos próximos dias, outros textos serão agregados a esses iniciais.



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